domingo, 4 de março de 2012

A VIAGEM


A VIAGEM
Chegamos! E bem cedo! As 4:30 dessa manhã já estávamos derretendo no aeroporto.
 Foi tudo mais tranquilo do que eu imaginava. Katarina se comportou como uma verdadeira lady. Quase nenhum choro e muitas dormidas. Além de muuuuitos olhares derretidos para seu look-viagem-minha-mãe-se-aproveita-que-sou-menina-para-me-vestir-de-perua oncinha.
Luuuuuuuuuxo
Antes de irmos para o aeroporto, Katarina mamou e eu tirei leite. Depois do check in e parada obrigatória, porém  rápida no free shop, era hora de mamar e ordenhar de novo. O que foi legal, assim a Katarina mamou durante a decolagem, o que ajuda a aliviar a mudança de pressão no ouvido e ficou mole mole, pronta para dormir quase todo o percurso Copenhague-Frankfurt. 

Em Frankfurt tivemos que andar uns 300 km com uma mala de mão estourada pelo mão de fada do meu marido, mas no final deu tudo certo. Conseguimos o assento conforto com cestinho (pela bagatela de € 75.00..affffff) para a Katarina ficar mais folgadona. Mas apesar do preço valeu a pena. Ela dormiu muito bem no cesto, mesmo que tivemos de tirá-la de lá durante as turbulências.

O voo foi super tranquilo, ela só deu uma resmungadinha quando queria arrotar. Tirei leite 3 vezes nesse percurso de 10 horas, então não precisei dar fórmula para ela. Yeaaaaaaaah! Além da saudosa falação dos brasileiros...ai sinto falta dessa cordialidade gratuita!
Chegando em Guarulhos, já fomos direto para a fila preferencial, mas somente porque o funcionário que organizava a fila nos apontou. Eu tenho dificuldades em aproveitar das regalias concedias aos pais com bebês. Assim que saímos do avião senti o bafo quente. Tenso, muito quente as 4:30 da manhã! Katarina já começou a ficar irritadinha e vermelha. 
E chegou meu pai! Sorrisão para conhecer a neta! Pena que ela estava irritadinha por causa do calor.

Pouco depois chegou minha irmã. Nem vi. Senti um vento e quando olhei tinha uma magrela esbaforida com os braços estendidos, pronta para agarrar a Katarina! Nhóim!
Tia chata que me agarrou
Depois até que gostei dessa aí
Um leve stress na hora de colocar a cadeirinha no carro do meu pai, mas normal. Muito buzz na minha orelha me irrita, mas minha aura materna não me equilibra. Haaa!
Chegando na casa da minha mãe, uma mesa com pão de queijo (3 kg), bolo de cenoura (1,5 kg), café, doce de leite (0,5 kg), Yakult, manteiga Aviação (5 kg)...nham nham nham! Momento bolão muito forte! Katarina se vingou da avó por mim, já que ela estragou meu regime*

Só eu fico bem com dobrinhas. minha mãe não!


Ainda não consegui dormir. Katarina tem dificuldades também, o calor incomoda demais, tira até o apetite da minha bolotinha. Já no meu marido o calor potencializa sua já descomunal facilidade para dormir a qualquer hora em qualquer lugar.
O que eu aprendi:
- Que carrinho de bebê tamanho Fusca não pode ir até a porta do avião, tem que ser despachado ( e que nem sempre as cias. aéreas disponibilizam outro para locomoção no aeroporto).
- Sling é excelente pelos motivos acima.
- Mamadeira ou chupeta funcionam muito bem para  evitar ou aliviar dor de ouvido durante pouso e decolagem.
- Vale a pena vestir sua filha de oncinha para ganhar mais regalias!
E vamos seguindo nessa moleza...
* Imaginário

sexta-feira, 2 de março de 2012

RUMO AO BRASIL!


RUMO AO BRASIL!
E amanhã é dia de viagem!
Será a primeira viagem de avião da Katarina, então estou um pouco nervosa, além de ansiosa, já que meu pai e minha irmã ainda não conheceram a pequena.
A viagem vai ser longa, 1 hora e 40 até Frankfurt, mais 10 horas até São Paulo.
O dia foi de arrumação de mala, coisa que eu ODEIO fazer, mas já está quase tudo pronto.
Acho que a parte mais chata vai ser usar a bomba no avião...









Pensaram que eu era terrorista, né? Bomba de tirar leite, gente!
Também tenho um pouco de medo da Katarina chorar muito, porque eu MORRO de medo de incomodar os outros. Mas é bobagem, bebês choram e nem ligam se estão sendo inconvenientes ou não. Estou levando meu protetor auricular, espero que os outros passageiros também (sabe como é, né, classe econômica tem os assentos e mais nada).
Brasil il il il il 

Katarina perdida na bagunça
 Minhas plantinhas devidamente nomeadas hibernando no porão



quinta-feira, 1 de março de 2012

A FILHA É MINHA


A FILHA É MINHA!

Há muitas maravilhas em se ter um filho. Coisas profundas e outras bobas. Eu adoro as coisas bobas!
  • Coloco as roupas que eu quero nela
  • Faço rimas infames e ela ri (me tornei uma repentista!)
  • Faço barulho de pum com a boca e ela ri
  • Mordo a pele de gatinho da cabeça dela e ela ri
  • Balanço a mão sobre os olhinhos dela e ela ri
  • Escrevo bobagens com as pontas dos dedos no corpo dela e ela ri
  • Narro tudo conforme vou fazendo e ela ri
  • Falo "tu é a maish gatinha do bairro" com sotaque carioca e ela ri
  • Imito a voz profunda de cachorro reumático (com todo o respeito) do meu vô(que descanse em paz) e ela e meu marido riem
  • Conto os dedinhos dela (são 20!)
  • Brinco de pesca-chupeta
  • Levo no sling para fazer xixi comigo (falei que não era germ freak!)
  • Leio meu livro para ela e ela nem liga 
  • Leio livros infantis para ela e ela nem liga
  • Conversamos usando somente vogais
  • Coloco o pezinho dela na minha boca
  • Consigo ver a mim e meu marido no rosto dela
  • Falo “eu te amo” 3.756 vezes por dia



quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Nasce uma pessoa consciente


NASCE UMA PESSOA MAIS CONSCIENTE
Sempre achei legal e importante cuidar do meio ambiente. Mas confesso que nunca fiz muito para colaborar. Até a Katarina nascer.
Quando morava no Brasil quase nunca comprava produtos orgânicos. Primeiro porque eram difíceis de achar, segundo que eram caríssimos. Lembro de ir a uma lojinha na Alameda Santos para comprar grãos e outros produtos orgânicos, mas nunca conseguia sair de lá pelo menos R$ 50 mais pobre e com menos produtos na sacola do que ir ao mercado comum.
Então quando me mudei para a Dinamarca fiquei feliz em ver a quantidade de mercados que SÓ vendem produtos ecologicamente corretos. E os preços não são mais altos que dos produtos comuns. Muitas vezes são até mais baratos, porque têm variedade maior de marcas. Aqui se valoriza muito o ecologicamente correto. Quase até o ponto de se tornar irritante, como esse boom de ateus nas redes sociais (nada contra, mas estão enchendo mais com fotos, textos e gags do que os crentes.(nada contra também)).


Minha concentração e foco não existem, eu sei. É que gosto de ficar falando falando falando...e uma coisa puxa a outra sabe, daí vai loooonge. 


Parei.


Continuando...
Quando vim morar com meu marido, todo o armário de limpeza era ecologicamente correto. O sabão sem cheiro que não fazia espuma me irritou. Eu tinha minhas manias. Era OMO para roupas coloridas,  Ariel para roupas brancas e amaciante cheirosinho. 
Eu achava legal ser corretinho, mas queria alguma coisa que lembrasse minha casa. Casa da minha mãe, na verdade. Onde é que eu ia encontrar Qboa?
Ela não usa mais Qboa desde1980, mas ainda fala!
Foi pura mania mesmo. Mania de querer as coisas do jeito que a minha mãe fazia. 
E veio minha filha. Tudo que penso é relacionado ao futuro dela. 
Māe ✓
Pai ✓
Comida ✓
Casa ✓
Planeta ✗
Exagerei ali na marcação, ando assistindo muito DIscovery Channel. Mas tá quase ali, não tá?
Estou muito longe de ser uma ativista em prol do meio ambiente, mas estou ficando mais consciente. Tenho muuuuuuuito que fazer ainda, mas comecei devagar. Aqui é bem mais fácil ser ecologicamente correta. Muitos produtos, fáceis de encontrar e baratos. O incentivo é grande.
"The country N°1 in their list is Denmark which has spent plenty of money in renewables, is covered by a cap and trade system, has one of the most stringent emission targets, taxes cars 100% or more, and has globally one of the most constraining environmental regulatory framework."
O prédio já tem as caçambas separadas para plástico, vidro e pilhas. Comprei agora sabāo e amaciante mais ecológicos, acabei ontem com o último sabāo comum. E para garantir o cheirinho de roupa limpa que eu adoro, coloquei umas gotinhas de óleo essencial de lavanda no amaciante. Pronto!
Ainda nāo estou no nível elevado do uso das fraldas de pano, até porque a lavanderia é coletiva aqui no prédio, tem que marcar horário. Enquanto a Katarina ainda fizer muito cocô vazante fica complicado. E não tenho tanque no apartamento. E tô com preguiça! Me perdoem! Mas o meu absorvente descartável já é orgânico. Tenho até o coletor menstrual, Diva Cup, mas ainda não me adaptei ao uso dele. Desodorante orgânico com embalagem de vidro, e todos os produtos ecológicos da Katarina. Aboli o cheirinho de chuquinha da Johnson. Além de estar na lista de produtos cancerígenos, me encheu de bolinha! Comprei também um creme de rosto, feito de flor de sabugueiro e óleo de coco (não tem circunflexo, porque é uma paroxítona terminada em “o”! Esse blog também é cultura!). Um dos melhores hidratantes que já usei.

chupeta feita a partir de vegetais



Vou fazendo essas mudanças aos poucos, mas sem parar. É como diz a tartaruga.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

MAIS SOBRE MATERNIDADE NA DINAMARCA


MAIS SOBRE MATERNIDADE NA DINAMARCA
Ontem falando com uma amiga, que é médica neonatal, não pude deixar de pensar mais um pouco sobre as diferenças no tratamento da mãe e do bebê no hospital no Brasil e na Dinamarca.
Logo depois que a Katarina fez os exames AO LADO DA MINHA CAMA, me entregaram toda sujinha ainda, só haviam passado uma toalhinha nela. Lá na hora nem pensei direito. Fui com ela para o quarto de recuperação e lá ficamos por 3 dias. No segundo dia de manhã perguntei para a enfermeira se poderia dar um banho nela.
-Claro! Lá na sala onde você troca a fralda mesmo.
Sim, nós mães e/ou pais/acompanhantes é que trocamos as fraldas, colocamos a roupinha, levamos o neném para o exame do pezinho. A enfermeira vem checar o tempo todo, mas nós fazemos tudo. Se estamos em condições, claro. Na sala de trocar fraldas havia 6 estações de troca, com fralda, creme, álcool, papéis e roupinhas do hospital. A água era da pia mesmo (aquecida). O corredor era um desfile de mães-patas (fralda!) e pais babōes com seus bebezicos.
Acabou que nāo me senti segura para dar banho na menina, só lavei os cabelinhos. Voltou sujinha para casa, onde tomou seu primeito banho, dado pela minha linda māe.
Aqui ela nem gostou muito, mas hoje em dia ela aaaama a hora do banho


Lá no hospital achei meio esquisito isso de nem dar banho. Mas agora agradeço que foi assim. É um momento especial esse, que nāo deveria ser “roubado” da māe. Salvo pela avó! Amei que o primeiro banho da minha filha foi dado pela minha māe. E ainda teve transmissāo ao vivo e a cores para minha irmā via Skype!

DICA DE LIVRO


DICA  DE LIVRO
Livros sobre gravidez e criação de filhos é o que não falta. Muitos são taxativos, dizendo o que se deve ou não fazer. Outros são mais relaxados, dizendo que varia de acordo com o indivíduo (dããããr). Um diz que se deve acordar os bebês para mamar, outros que jamais se deve acordar um bebê. Uma dúvida minha aqui, nos livros sempre está escrito: “nunca se deve acordar um bebê que está dormindo.” Alguém sabe me explicar como se acorda um bebê acordado?
Tem também a famosa encantadora de bebês, a Tracy, que aplica seus métodos para criar uma rotina para os bebês, desde recém nascidos.
Eu li, li e li. Fiz um blend (to precisando muito de um café agora!) e decidi que não gosto quando me dizem o que fazer. Me irrita um pouco que muitos desses livros estimulam os pais a seguirem uma agenda amarrada. O que faziam os pais na época em que nem Fisher Price nem Lamaze existiam? Onde arrumavam os multicoloridos tapetes de atividades, as estrelas com luzes e musiquinhas?
Não sou nenhuma ermitã, eu mesma comprei um tapete desses multicoloridos com estrela brilhante e cantora, mas sempre deixo um tempo (a maior parte dele) para minha filha só ficar deitada de barriga para cima, olhando minha cara e fazendo barulho de moto com a boca. Ela adora!
Não que eu seja uma desleixada, a Katarina mama, toma banho, bate no seu cachorro brinca e dorme todos os dias, mas no ritmo dela. Que, sei lá como, é meio organizado (suspeito que ela seja mais inteligente que a média. ahahahahaha).
Mas tem um livro que eu estou adorando. Ele fala sobre as fases de desenvolvimento dividas por semanas, descrevendo o que acontece em cada período e quais os “sintomas” dessas mudanças.  Além dos depoimentos  de várias mães e espaço para escrever e colocar fotos. Mas o que eu gosto mesmo é que ele não me manda fazer nada, só me explica o que normalmente acontece em casa fase.  Fico mais tranquila quando entendo que ela está passando por alguma mudança, aprendendo algo novo e, por isso está chorando mais, ou dormindo menos, ou comendo mais. 
O nome do livro é The Wonder Weeks. Apesar do subtítulo falar algo sobre como estimular e ajudar, não traz nenhuma receita/rotina louca. É bem legal mesmo, e para quem tem iphone ou ipad, dá para baixar um aplicativo super legal.

Nunca imaginei que tabelas e listas fossem me irritar tanto. Sempre a-do-rei uma coisa mega organizada e previsível. Mas a Katarina está me ensinando a ser mais relaxada e intuitiva. Também adoro um produto orgânico, coisas ecológicas. Mas isso fica para outro post.
Katarina e seu cachorro multicolorido da Lamaze. Presente da vó!